sexta-feira, 29 de abril de 2011

Amantes modernos

De tudo o que eu sinto
amar é o que mais faço
pena que minto.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

olhos azuis à luz de um isqueiro
ressurgiram das minhas lamentações,
do inverno
e da saudade,
a unica que eu não sentia.

e a chama ascendeu a palha
e se calou.
algumas palavras enfumaçadas
e pensamentos turvos,
distantes e distorcidos
pelos trilhos vistos.

nesta noite
eu estive lá
exato.
e já voltei pra cá
incerto do que houve
e do que ouço

sussurros no portão
me tirando o sono.

vou chamá-los chamo ao pé do meu ouvido
para me arrepiar
e confundir minhas parcas certezas
quando eu me embebedar
ao som do seu sorriso
e do fechar de suas pálpebras.