sábado, 1 de maio de 2010

O pomar de arte tem folhas mas os frutos caíram.

Me peguei pensando sobre o que é ARTE, e cheguei a conclusão de que não posso definir, não posso dizer o que é ou não arte. A arte de fazer telas, ilustrações, pneus, automóveis, vidas, pedras de crack. Arte é tudo o que pode imprimir em alguém qualquer sentimento, ou apenas o que é feito com as mãos em suaves movimentos?
Como ser suave se não tem nem mesmo um teto? Como NÃO ser brilhante se consegue achar comida no lixo? O pintor descobriu um rosto em meio a várias formas de linhas retas, o garoto descobriu uma banana menos podre dentre todos os lixos da feira. Tudo bem, coloquei dois artistas de segmentos muito diferentes: Um pintor, que trabalha com tintas e telas, e o outro é um escultor que trabalha com bolinhas, uma marreta, sonhos e um futuro, passa 12 horas por dia quebrando sonhos para tentar ganhar talvez 1 opção de futuro por dia. O primeiro sente amor pelo que faz, o segundo nunca conheceu, e não pode falar do que não conhece (é um código seguido por todos os que aplicam essa técnica em seu trabalho, não se deve exprimir o que não foi impresso em você).
Mas o fato é que, tudo o que pensei ser arte até hoje, ou tudo o que eu não via como arte, se fundiu como se fosse uma coisa só, não por que eu descobri a arte em todas as coisas, justamente o contrário, não sei o que é , então tento entender o que pode ou não ser leiloado por milhões algum dia para o arremate de algum colecionador.
Só não encontrei ainda um colecionador de FUTUROS PODRES DE FRUTOS BRILHANTES DO PÉ DE BEM-ME-QUEIRALGUÉM.