quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ver além do enxergar

E reclama você por morrer de amor, queria eu de amor partir. Sou cego demais pra que possam me ver, se o coração não sente o que os olhos não veem, como posso eu de amor morrer?
E sigo cego, sigo som, sigo cachorro, bengala e cheiro, não sigo amor por que ele foge, não sigo cor por que não as tenho. Saíram de mim logo que nasci, de certo pra colorir olhos azuis por aí, verdes, vermelhos, multicolores e peles de pessoas, mas me disseram que a cor que fugiu do meu ver, divide as raças em podres e boas.
Não vejo forma, nem gente, montanha ou sol, sonho com frio, calor, com dor e com som. E você, que som tem? A verdade tem prazo de validade? O mundo de que dor é? O amor tem sabor? Por falar em amor, você sabe o que é?