sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tirando leite de torres.

Um minuto de silêncio - alguém sem dúvida morreu hoje.
Mais um - 3 mil morreram no atentado às torres gêmeas há 8 anos atrás.

O ritual se repete.

Parece que o mundo se acostumou com homenagens, com a tristeza de massacres em massa.
É rotina. São matérias de rotina - todo ano paralisa-se em 11 de setembro - 6 de agosto, por causa de Hiroshima.

São fatos tristes e que marcam, indubitávelmente que a estupidez do ser humano não tem limites.

Foram tantos copos de leite derramado que já nem sabemos por qual devemos chorar - ou, muitas vezes, esgotaram-se as lágrimas para tal - nós sabemos que há muitos copos que serão derramados ainda. Por que a estupidez humana, mais uma vez, é ilimitada.

E parece que para sempre serão tiradas folgas e vidas para nos recordamos disso. Somos imbecís.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

#forasarney

Nove horas da manhã estávamos nós na Rua Nelson D'Ávila que estava vazia - "matei aula pra isso?!", mais ou menos. Minutos depois chega um pessoal sindical, alguns outros estudantes e outros de não sei onde com nariz de palhaços, coisas que já viraram praxe em manifestações.

Forma-se alí um grupo de inconformados com situação política do país e que queriam algo mais além de um #forasarney no Trending Topics do Twitter . O marasmo inicial foi rompido. A juventude é mesmo surpriendente - cria-se uma esperança não sei de onde que supera espontaneamente um sentimendo quase que generalizdo de "não vai dar certo mesmo" - fatalmente se algo mudar não será amanhã e talvez aquelas 40 pessoas não serão os responsáveis diretos, qualquer coisa é melhor que a omissão.

O MOCC (Movimento Contra a Corrupção) foi quem organizou tudo. Eram cerca de 40 pessoas nas ruas do centro de uma cidade que sequer teve desfile em comemoração da Independência. Centro vazio por que todos aproveitavam o feriado - esse é o ativismo patriótico do brasileiro.

Algumas assinaturas recolhidas para oficializar o repúdio, alguns carros parados no semáforo, ruas praticamente fechadas, palavras de ordem, em meio a apitos e um palhaço com pernas de pau - Ah, sem esquecr da pitada de partidarismo sindical que sempre da pinta!

Instantâneo? Talvez, eu ainda epsero mais das pessoas. Motivador? Nem tanto porque reconhecemos e nunca nos esquecemos de que estamos no Brasil. É uma semente em solo ácido que talvez germine. Nem nós acreditamos de fato no seu efeito imediato, mas também não foi pelo simples prazer de chutar o balde de vez em quando - foi um investimento em fundos futuros. Formamos a nova geração de profetas embreagados; nós aqui, O Grito dos Excluídos em São Paulo e outros 150 malucos em Brasília. Acreditando seticamente no nosso eterno país do futuro.