quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Chora filho.. Chora enquanto é homem.

Podemos ver uma lágrima escorrer quando a dor é muita e o peito não suporta, ou quando a felicidade é tanta que não cabemos em nós mesmos, então nos colocamos pra fora em forma de lágrimas. E isso é uma reação que o ser humano tem por só, natural. Mas o homem desafia a natureza, com suas próprias mãos ele consegue arrancar, e sorrir com a queda de cada uma dessas lágrimas enquanto elas escorrem no rosto do outro. Se ele não sorri, ao menos olha friamente para a cena.
Crescemos com a ideia de que homem não chora, então quando nos deparamos com a incapacidade, com a fraqueza, com a derrota, tudo o que não queremos fazer é chorar, já que o homem deve levantar e lutar até morte.. como um HOMEM.
Eram dois garotos, 8 anos talvez, brigaram por um lugar na fila no colégio, por um incentivo da turma toda que gritava : -"BRIGA! BRIGA!BRIGA!" - eles acabaram se pegando a chutes, socos, arranhões no rosto. Separei a briga, coloquei frente a frente os oponentes, e disse como um bom juiz: - Pessam desculpas um ao outro. Os garotos se desculparam, perguntei se eles haviam perdoado mesmo, de coração, e enquanto um deles olhava com um certo "rancor inocente" para o rosto vermelho do amigo, o outro com o queixo tremulo, a voz engasgada, lágrimas nos olhos, lutando para não chorar disse: "Eu desculpo mesmo, de coração"- E escondeu o choro naquele abraço, deu tempo de engolir e enxugar as lágrimas.
E penso, se quando crescemos deixamos de fazer isso, de agir de forma tão nobre, somos mesmo HOMENS? merecem todos os seres humanos sem distinção de sexo serem chamados de forma geral de "O HOMEM"?
Não é o Homem, que destrói planeta, que mata crianças e mulheres, inocentes, rouba o sustento de milhões; Este é o covarde, o homem deve ter morrido aos 12 anos, quando levou um soco na boca e não chorou nem perdoou, simplesmente revidou com mais força.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ai, ai, ai, amoreco!

[Na condição a qual fui subjulgado, amo como amante até a dor de tê-la aceitado.]

Há algum tempo chamaram-me de "amador" em relação às coisas que escrevo. Aviso: não me desagrada a palavra usada em si, eu gosto dela; mas sim o sentido no qual ela foi usada: tipo, não-profissional.

Explico. Tudo bem, profissional não sou mesmo. ainda não ganho com o que gosto de fazer, de fato. A questão é: como pode uma palavra tão bonita, derivada de amor, tomar uma conotação tão depreciativa? Como se o fato de não ganhar dinheiro escrevendo fizesse de mim e esse tranqueira que escreve comigo piores ou menores do que os senhores remunerados.

Não me acho excelente no escrever - escrevo o que me agrada e porque me agrada - mas o faço e invisto porque é o que eu acredito amar agora. Enquanto não sou excelente nem remunerado, ou profissional, (tanto faz!) eu ainda me esforço para ser, como dito, amadoramente surpreendente. Não discordo da sua afirmação, amoreco; de fato o sou, mas nos devidos sentidos e palavras adequadas. Sou amador.