terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ana Clara

Sempre disse que não escorreria no meu rosto sequer uma lágrima, por mulher nenhuma, não fosse minha mãe e minha irmã. Mas do que sei eu pra afirmar isso? Quem sou eu para medir minha força?
Aos sábados pela manhã tudo era rotina, comum, nada demais, diferente era ela. Quando eu não via aquele sorriso, logo ela vinha me perguntar: -"Hey meninão, pq não foi no inglês hj?"- mas tudo continuava, ali. No outro sábado eu daria um abraço e presenciaria aqueles olhos quase fechados me dando bom dia em meio a um desses sorrisos. Pequena, delicada, decidida, carinhosa, forte, mulher, menina, princesa.
Dizem as pessoas que todos temos uma missão por aqui, não entendo muito disso, mas acredito que a dela era sorrir, fazer rir, iluminar. Não tinha tempo ruim, não havia tempo algum, tudo parava naquele rosto, naqueles olhos, o tempo contra o qual não conseguimos lutar, se estacionava exatamente alí, nela, por alguns instantes.
Pensei em pedir ao senhor, que tirasse de dentro de mim toda a dor que está aqui, mas me aquietei. Se não houver mais dor, fico vazio, sem nada, e o que é um homem que nada tem por dentro? E mesmo que seja dor, por ela eu suporto, eu luto, e aceito que seja assim, já que jamais, tenho certeza, ela iria querer fazer alguém chorar.
Lágrimas abriram vias na rocha que eu pensei ser, a fortaleza se desmoronou com uma delas, e em seguida vieram todas... até secar, e disso fez-se de mim areia, algo que poderia ser levado pelo vento naquele dia, e queria que levasse.
O dia estava tão lindo, o céu azul, o sol brilhando forte, nenhuma nuvem encobria, mas eu tinha raiva de todo sorriso, de tudo o que fosse feliz, eu não aceitava que alguém, nem mesmo o céu, estivesse feliz.. porém, só hoje eu sei a razão do céu não ter ficado triste...
Tenho certeza que ela colocou um sorriso imenso no rosto de Deus.

Vá em paz minha AMIGA.

domingo, 9 de agosto de 2009

Vossa excelência nos respetie.

Assistir aos telejornais, ou ler notícias na internet passou a me irritar mesmo eu gostando muito de fazer isso. Vossas excelências, que de excelentes mesmo nada têm. Tem apenas me irritado e me envergonhado da política que me governa.

O Senado brasileiro, muito provavelmente é o menos senil do mundo.

Por isso comparo a instituição como uma sala de 5ª série:

- Dois molequinhos acham um real. Um olha para cara do outro - É MEU - aí o outro - NÃO É MEU O DINHEIRO! - enquanto na verdade o dinheiro é do rapazinho nerd que não fala nada com medo de levar uma surra.

- Sempre tem um representante de sala que protege seus primos, ou filhos de amigos de sua mãe de quem futuramente será padrinho, ou painho.

- Enquanto tudo isso acontece, um assiste cascando o bico e outro dorme lá no fundo da sala.

- Aí um outro resolve ensinar uma musiquinha nova a todos, mesmo sabendo que ninguém vai dar a mínima, mas completa o quadro pitoresco.

- As advertências nunca vão para os pais, os moleques sempre dão um jeito de falsificar a assinatura, no final, tudo vai para o arquivo da escola mesmo.

- O professor não se mete por que tem nada a ver com isso, afinal, não foi ele quem escolheu os alunos.

- No intervalo o lanche preferido é a pizza. (Essas tava manjada)

[É melhor assimilar essa zona à infância do que à Máfia Italiana. É menos sugestivo, não é Godpainho!?]