quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quero vacina para o sinal da antena.


Já ouvi dizer que a vida passa num upa,mas isso num passado distante, hoje vejo a vida passar num espirro. Um "atchim", e você já não está mais aqui, uma nova chamada do jornal te assassina junto a outros tantos, você se foi com mais dezoito. A ciência encontra vacina pra quase tudo, e enquanto não encontra raul vira profeta, o dia em que a terra parou será amanhã, ou depois.
Já já acham cura pra gripe, pra doenças que ainda não sabemos controlar, mas não hão de encontrar cura pra rosas que morrem sem serem vistas, para seres humanos que se vão sem conhecer o afeto de outro. O dia se passa sem que vejamos o sol nascer, muito menos se por, a noite cai e o frio não é digno das peles que repousam nos apartamentos, o olhar de quem não tem lar pode ferir o pensar de quem não é de pensar muito.
E no pânico de cada sofá sem gripe de animal algum, sofremos de doença pior.

domingo, 2 de agosto de 2009

Sem diploma, hoje sou diplomata

Jornalista não precisa mais de diploma. Diploma pra maluco, eu ainda não tirei, mas estou para tirar.
Já desisti da faculdade de alpinista, de jogador de futebol, de rockstar - são sonhos inadimplentes, mas bons inquilinos mesmo assim.

“São efusões geminianas” – Dizem os gurus que me explicam a mim mesmo. Acho que é só um menino em devaneios sonolentos.
Aí, como se não houvesse terceira margem, o menino cochila na canoa acostumando-se ao rumo das águas – e por alí busca seu diploma de pescador.

E hoje, assim, ainda sem diploma de nada, virei diplomata de mim.