sexta-feira, 3 de julho de 2009

Inocentes considerações sobre o tempo.

[Ahhh, finalmente escrevendo de novo! Muuuito bão. Blá blá blá...é poeminha mesmo, fiquei com preguiça de desmontar em prosa! Ei-lo.]

olha com atenção as ruas pelas quais passas
por que nenhum homem entra duas vezes no mesmo beco.

olha as mulheres com quem danças
por que não tocarás novamente as mesmas tranças
nem as mesmas ancas.

sente os gomos das bocas que beijas, por que o tempo lhes fará bagaço
bebe, judia de teu figado e baço, já que também serão vítimas do teu cansaço.

mira no espelho, nota que a barba cresce,
que também te submete, ao tempo.
um truco, disputado tento a tento, contra quem naõ vencerás.

debruça sobre discos de samba daquele eterno
inverno de outro tempo, que não é teu.

lança aos ventos os gritos de homero
e acompanha com os pés um bolero
vestido justo nos ternos de seu bisavô, que morreu.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Eu ouço JACKSONS FIVE

As pessoas pelas ruas, as emissoras de televisão, todos comentam sobre a morte de um astro pop, todos se comovem, se entristecem com um homem que ainda tinha muito a nos mostrar aos seus 50 anos. Idade que ele não aparentava ter, afinal morava em NEVERLAND, lá ninguém cresce, e o que pensaram ser uma criança, já era um rapaz de 35 anos, não foi pedofilia, só que ele era de NEVERLAND e ninguém sabia.
Mas é realmente tão chocante a morte de Michael Jackson?
As acusações de nepotismo que ocorrem contra o presidente da camara José Sarnei não interessam, isso não nos diz respeito, ele nunca fez parte da minha vida! O michael não, ele tocava todos os dias no meu rádio, ele sim vai me fazer falta.
Tocam nos rádios todos os dias, marchas fúnebres que anunciam a morte de mais um brasileiro, que você não sabia quem era e no rádio não deram nome, o IML talvez nem tenha o registro, mas ele morreu de desgosto, se não por desgosto, morreu por falta de dignidade, de condições humanas. Mas é só mudar a estação meus amigos, mudar e voltar a ouvir do Michael para relembrar os bons tempos, afinal, aqui no brasil, assim como em Neverland, parecemos não crescer.