sexta-feira, 29 de maio de 2009

Um beudo, uma lenda.

Eis a história do Seu Levi, mas antes...

Preciso tomar um banho de arruda, fazer uma macumbinha do bem, sei lá. Qualquer coisa que me livre desses espíritos que rondam os botecos que me acompanham. Toda vez tem que me aparecer um encosto.

Depois da muié que me veio com a incrível pergunta: "Você acha que esses óculos, que os guris estão usando hoje em dia, são provenientes dos pacotes de bolacha azul ou rosa?" (???). Não contente com um "depende da cor dos óculos", a praga me alugou durante alguns minutos, além de discutir com um parceiro que estava ao meu lado no ritual da cerveja de sexta a noite. Ah, sem me esquecer da rainha das bonecas de voodoo que veio sentar ao meu lado para jogar o elegante flerte: "Bunitinho esses rapazinhos diferente que aparece por aqui, né? Com essas camisa feita de cortina." Uh Gamei! Até hoje tenho pesadelos com aquela porra.

Aí sábado passado, como se não bastasse, me aparece o Seu Levi.
- PRECISO MIJAAA...AH, EU PRECISO MIJA! - O velinho manguaça, em seguida, vai até o banheiro do bar, e volta com a calça presa apenas pelo sinto, sem esquecer, claro, da dose de sei lá o que acabara de comprar.
- IHHH RAPAZ, MIJEI NA CALÇA TUDO! - Tudo bem não? Se ele não resolvesse sentar ao meu lado. Mijo+Cachaça é uma fragrância agradável, acreditem .Enfim, eis que o grande Seu Levi virou nosso brother. Um manguaça digno de youtube (dança créu e faz caretas alá Marquito com excelência). Arranjamos um cigarro à ele, daí ele sumiu; todo manguaça tem teletransporte!

Hiero and friends, as boas almas da vez. Após muito sacrifício conseguiram ligar para um albergue que resgatou Seu Levi do ambiente inóspito das ruas. Fica aí a minha homenagem aos heróis daquela fria noite. Eles são a esperança dos cachaceiros alheios da cidade!!!

Essa é a história do Seu, o Meu, o Nosso LEVI!

Por falar em encostos... ando tão bem com os mesmos que no momento em que fui encostar numa muretinha ali no bar, ela estava capenga! E na falta de teste de um beudo, dois testaram. E realmente estava. Não confio mais nem no encosto do sofá de casa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Por que há menos pipas no céu?

A mão é cortada pelo cerol que envolve a linha da pipa, cortes que nunca saram, já que o cerol corta a mão dia após dia trazendo no rosto a expressão de dor e logo em seguida o sorriso, que vem acompanhado de gritos, palavões, euforia, por ter cortado armação de bambu coberta por seda colorida de criança alheia. Mas uma hora o vento acaba, a linha enrola o sonho de volta para a terra firme, de onde a mãe quisera que nunca o tivesse saído. O voltar pra casa sobre palafitas é vazio, assim como a casa onde mora com mais tantos irmãos, pai e mãe, ela é vazia.Para aliviar o chegar as mão seguram um copo em uma festinha dada às crianças por um bem feitor, é segurado com o brilho no olhar de quem ve guaraná e bolo à vontade, luxo.
O tempo que passa traz a metamorfose, traz o desespero sem espera, deixa a lata pelo vidro, deixa a linha pela saia, o guaraná da volta pra casa pela garrafa de álcool na saída dela, e os cortes na mão trocados por esmaltes vermelhos descascados nas unhas. O corpo é tocado por homens, é morto, é educado para não ter pudor, e transformado para ter curvas vulgares. Fabricado, e embalado.
A noite de São Paulo tem o frio ignorado, é necessário mostrar o corpo, é necessário vender o corpo, trocar de corpo, de nome, de sonho, trocar a pipa. O vento não traz no pensar a vontade de desenrolar a linha na lata, agora implica em colocar um casaco e uma bota de salto alto.O as mãos ainda com marca de cortes da infância chegam em casa cansadas do trabalho, da noite ofertando o corpo em esquinas, iludidas por álcool e outras drogas que não os permitam pensar que: "-tantas pipas o céu suporta erguidas todos os dias, porque a minha ele deixou cair?".

(Um traficante morto hoje (26/5/2009) era responsável por colocar travestis na máfia da prostituição em SÃO PAULO. Travestis estes que vieram do nordeste. Desde garotos tomavam sem saber hormônios femininos dados por outros integrantes da quadrilha, para que algum tempo depois viessem a lhes servir de prostituTAS. Começavam a receber as doses já bem jovens, em refrigerantes, depois em bebidas alcoólicas, e com o passar do tempo eram molestados no norte e nordeste do país, e depois de se convencerem da homossexualidade, enviados para a prostituição paulistana. JOSÉ LUIZ DATENA assim chamou os cafetões e a quadrilha de FÁBRICA DE TRAVESTIS... concordo mas mudaria o nome para LADRÕES DE PIPA).