quinta-feira, 16 de abril de 2009

"Aquém-túmulo"



[Baseei este besteira aqui na palavra inventa pelo grande Guimarães Rosa (ele alí, ó!), palavra ,que, inclusive, deu o título ao post.]

Um olá com um sorriso sem graça: meu café da manhã predileto. Bom não é, mas se acostuma quando se é discreto. Bom dia tão corriqueiro qual é o concreto.
Sabe como é, nesta vida de aquém-túmulo, é normal querer, dos superlativos, o cúmulo. Mas, no desejar, o acúmulo, o acúmulo, o túmulo. É o avesso de seu avesso.
Mudo de casa mas não mudo o endereço. Sumo, mas não desapareço, eu estou sempre aqui. No encalço daquilo que eu não mereço. Bebendo em bares e em labios, ouvindo histórias de parvos e provérbios de sábios. Eu não mudo de endereço.

PS: Originalmente escrito em versos, mas não ostei daquele útimo post em verso que coloquei como experiência. Fica com cara de blog de poeminha. Bah! Deixa pra lá.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ficar em casa não rola, fui pra rua cheirar cola, assim segui pedindo esmola, larguei a bola, larguei escola, a sociedade me isola, a vida bate com a sola, mais que a pele o ego se esfola, roubo playboy com "doze mola", tiazinha com sacola, "mulhézinha" com brinco de ouro de argola, gringo cheio de "DÓLA", ja roubei até viola, ando com faca e pistola, por que se não puder senta o dedo "nóis" degola, se pa manda pa vala a vida enrola, atende prece de carola, nóis memo desenrola.

Era madrugada de sábado, eu entrava pela balsa e via alí, deitado, dormindo no banco, como se aquele barco grande balançando fosse um berço, que a mão chacoalha até que ele durma. O garoto de não mais que 10 anos dormia contorcido para amenizar o frio, ou a falta de carinho. E ao ver a cena, ou ler minha discrição, todos pensam: SISTEMA FILHO DA PUTA, ESSES RATOS QUE GOVERNAM O PAÍS MERECEM MORRER QUEIMADOS. Exato, estamos cobertos de razão, são mesmo uns porcos os que não fazem nada para mudar isso não é?

À todos os suínos que leram este post.
GRATO, o Suíno que aqui vos escreve.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Retrato de um feriado.

Escrevi isso aí durante alguns dias do feriado, que de certa forma o retratou. Não sei se fica muito bom postar a coisas em versos, mas sei lá...fica como experiência.

É sexta-feira da paixão,
cidade deserta sai de casa, esqueci a porta aberta
e segui o que, carinhosamente, chamo de procissão

por seu vagar desvairido desrumado
já fora até perseguida pela Inquisição,
mas tão lenta, que os padres se esgotaram.

segue na contra-mão
segue pelos bares
pelas mulheres casadas com Salomão
passa por igrejas também, e igrejas em praças que nunca vi
atravessa ruas contra as quais eu nunca investi.

assim se faz o feriado
seguindo aquela romaria para aquele lado
tomando chuva à doses homeopáticas
e procurando entre pessoas, ruas simpáticas.