quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cerveja, barata.

Eles pintaram a parede de verde petróleo, e minha cerveja ficou oitenta centavos mais cara. Uma menina bonita começou a sentar-se la todas as sextas, e lá se vão mais trinta centavos do meu bolso por cada vez que peço pro parcero trazer mais uma. O dollar subiu, a menina agora usa óculos verdes de astes azuis que combinam com a parede, são fenômenos (fenômeno da espécie vaca que sobe em árvore, e não dos que andam em motéis com 3 meninas munidas de testículos sem saber do que se tratavam as delicadas "SENHORITAS", mas convenhamos, isso pode ser considerado um fenômeno gordo que veste a 9), são lucros.
E mudam a fachada,mudam o interior, proibem o violão , o pandeiro e o cavaco (querem silenciar as batucadas do nosso tam-tam?)a identidade muda. Na mesma proporção muda o gosto da cerveja. O que antes tinha gosto de conversa e risada, hoje é remédio pra quem não encontra outro bar. E remédio... a gente só usa por um tempo. Não é um ataque PUNK de repreensão ao sistema e ao capitalismo nojento,TUFF( TUFF = onomatopéia pra um cuspe). É indignação de quem só queria um lugar com ratos, baratas, onde a garçonete poderia ser um travesti e os cachaceiros passassem o dia todo lá, mas a CERVEJA BARATA não estaria em falta.