sábado, 7 de novembro de 2009

Eis o menino que nasceu com o coração doente.


Apenas complementando o post (http://nodia36.blogspot.com/2009/11/o-menino-que-nasceu-com-o-coracao.html).

"Quem fala com a sabedoria de um professor, pode falar baixinho. Mas eu, sertanejo, vindo do sertão nordestino, só sei falar com o coração e não tenho como não falar emocionado".
(TOM ZÉ)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Compacto

Como se eu pudesse agradeçer, eu rabisco coisas sobre o tempo mais uma vez.

O compacto da semana toda cabe em uma sexta a noite. Alí no boteco mesmo, descansa-se até a exustão.

Alguns dirão que os sonhos compartilhados em um boteco são afogados em um copo de cerveja; eu diria iss também. Mas, com o otimismo que foi investido ao meu parceiro, ele dirá que os sonhos são curtidos e conservados em garrafas de cachaça - de Nega Fulô, para que ela tenha gosto de sonnhos, e os sonhos, sabor. Sabe como é, bebendo e aprendendo.

O compacto de 20 anos não cabem em uma noite de sexta-feira, alí no mesmo boteco, e talvez não tenha cabido nos 11 anos de convívio. Do que eu falo, na verdade, mal cabe nesse texto. Assim como a presença desse parceiro não cabe em bar nenhum e também como seu coração não cabe dentro dele mesmo. Parabéns brô.

[Hail hail to the good times
'Cause rock has got the right of way
We ain't no legend, ain't no cause
We're just livin' for today] - [For Those About Rock]

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O menino que nasceu com o coração doente.

As idéias do garoto fugiam da folha de papel, ele não conseguia terminar nada dentro do retângulo, todas as vezes que escrevia terminava no céu. Seus desenhos ficavam expremidos por um tempo na folha, eram gigantes de cabeças abaixadas como se a margem fosse um teto, mas os pés ele nunca deixava dentro da folha, acabava por desenhá-los no chão.
A professora ainda não encontrara explicação para as atitudes do garoto, ele dizia não caber naquela sala, era grande demais e o teto atrapalhava seus pensamentos, dizia que suas idéias ficavam sempre pela metade com todo aquele concreto em volta. Mas não fazia sentido.
Claustrofobia não poderia ser, a sala era bem grande mesmo com uma turma de 40 alunos, esquisofrenia talvez, pânico, problemas em casa ou até mesmo mentais, já que o rapaz começava a atividade no caderno e sempre terminava com o lápis rabiscando imaginariamente as nuvens.
Belo dia ela atravessda com toda aquel idéia o chama de canto:
- Meo bem, a professora pode te ajudar em alguma coisa? Não estou entendendo suas atitudes, você não termina as atividades, fica escrevendo no ar, não termina seus desenhos, nem mesmo copia o que passo na lousa. Existe algo que queira me contar para que não haja um aborrecimento entre nós?
- Sim professora.
- Então conte, precisamos achar um modo de resolver seu problema.
- Meu problema não tem cura tia, nasci com ele.
A professora se espanta um pouco, afinal o garoto parecia saudável e a mãe nunca disse nada à escola. Então com um certo medo pergunta:
- O que é?
- Nasci com sonho no coração, e ele pulsa tanto que as vezes me dói, já tomou contado meu coração todo vou ter sonho até ir embora deste mundo. Tenho também uma alma que surgiu em virtude desse sonho, que quanto mais eu cresço, mais pra fora de mim ela vai, e tudo o que escrevo só cabe no céu, não cabe em folhas, em salas, em mim, só no céu. Tudo o que escrevo lá, fica guardado, não perco nunca, fica tudo dentro da vida. E essa vida é consequencia de tanta alma e sonho.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Praças, toldos e esquinas.

Quem mora na rua é asfalto, não interessa se asfalto de piche ou de carne e osso, é tudo asfalto. Preto, com faixas brancas, amarelas, postes cravados no peito. Alguns são remendados, outros malabaristas, alguns avenidas nobres, outros moram em marquises, asfaltos pobres. Veem o mundo de baixo pra cima, amparam lágrimas de prostitutas, escarros de empresários, e sorrisos de estrelas. Batem carteiras.
Mas quem mora na rua também quer ser Deus, também quer ser Deus, quer ter Deus, precisam de Deus, moram com Deus, vão com Deus, vão com Deus, vá com Deus, vá com Deus meu menino, com Deus...
O garoto pulava do alto da muralha e caía na água como pássaro atrás de peixe, passava rente ao concreto, mas era malandro, caía na água. Não tinha nada a perder, nem mesmo a vida, asfalto não é ser vivo, é rua e mais nada. Mas na distância que percorria do alto do muro, até a água, ele era único, e os olhos daquela gente toda que assistia, acompanhavam como que em uma procissão e viam no asfalto a imagem e semelhança de Deus.

-Menino, sabe que pode morrer pulando assim?
-Sei sim dona!
-Então por que cargas d'água não para?
-Alguém no mundo dispensa a fama tia?
-Não! mas você não está ganhando fama com isso. Só está se arriscando para turistas que não dão a mínima para a sua vida.
-Minha senhora, alguém para pra te assistir criando seus filhos?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

The self-made man

Trabalhe, rasteje. Compre um carro, compre uma diversão. Compre dólar, invista na bolsa de valores, em imóveis. Faça-se. Escreva o seu sucesso.
Compre uma carreira.
Vire diretor da empresa onde trabalha. Compre outro carro, outro imóvel. Viva com uma esposa que te ature.

Escreva um livro
Plante uma árvore
Tenha um filho

E morra com a consciência limpa de que seu turismo está completo. Yes, you made It!

Perdão por ter ficado para trás.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

É bem grande essa bosta toda

(Leia tudo por favor, se não quiser ler o que escrevi tudo bem, mas deixar de ler o poema que segue abaixo, é ser um ser humanozinho de merda).

Me da cá este poema, e mostra que morro de dentro pra fora, sem que o tiro acerte a carne, sem que o coração vire pedaços, sem que meu cérebro caia aos meus pés.
Deixa-me ler esta poesia que me faz menos homem, que te deixa menos mulher, que mostra o eu lírico da degraça.
E logo poesia, que quando digo ler pensam que sou romântico, que vou recitar rimas lindas à minha amada. O que vou recitar quando quiser conquistá-la? Vou dizer a ela como é que muitos morrem, como eu vomito meu ego em folhas brancas, como rabisco um guarda-napo bom à tinta suja, tentando fazer enxergar que gritar alto ao mundo SOLIDARIEDADE, vai ser mais bonito do que dizer ao pé do ouvidinho dela EU TE AMO e vê-lo morrer de fome já que não vamos alimentá-lo pra sempre, e esse tal sozinho não se vira, é deficiente incapacitado hoje em dia. Se ainda assim ela me amar, viro poesia pra ela gardar detro do peito e não me deixar sair nunca mais.
Me da logo essa poesia, de ser poeta com merda alguma, e extrair dessa merda toda, o perfume de viver completo, com merda até o pescoço.


"A bomba suja

Introduzo na poesia
A palavra diarréia.
Não pela palavra fria
Mas pelo que ela semeia.

Quem fala em flor não diz tudo.
Quem me fala em dor diz demais.
O poeta se torna mudo
sem as palavras reais.

No dicionário a palavra
é mera idéia abstrata.
Mais que palavra, diarréia
é arma que fere e mata.

Que mata mais do que faca,
mais que bala de fuzil
,homem, mulher e criança
no interior do Brasil.

Por exemplo, a diarréia,
no Rio Grande do Norte,
de cem crianças que nascem,
setenta e seis leva à morte.

É como uma bomba D
que explode dentro do homem
quando se dispara, lenta,
a espoleta da fome.

É uma bomba-relógio
(o relógio é o coração)
que enquanto o homem trabalha
vai preparando a explosão.

Bomba colocada nele
muito antes dele nascer;
que quando a vida desperta
nele, começa a bater.

Bomba colocada nele
Pelos séculos da fome
e que explode em diarréia
no corpo de quem não come.

Não é uma bomba limpa:
é uma bomba suja e mansa
que elimina sem barulho
vários milhões de crianças.

Sobretudo no nordeste
mas não apenas ali
que a fome do Piauí
se espalha de leste a oeste.

Cabe agora perguntar
quem é que faz essa fome,
quem foi que ligou a bomba
ao coração desse homem.

Quem é que rouba a esse homem
o cereal que ele planta,
quem come o arroz que ele colhe
se ele o colhe e não janta.

Quem faz café virar dólar
e faz arroz virar fome
é o mesmo que põe a bomba
suja no corpo do homem.

Mas precisamos agora
desarmar com nossas mãos
a espoleta da fome
que mata nossos irmãos.

Mas precisamos agora
deter o sabotador
que instala a bomba da fome
dentro do trabalhador.

E sobretudo é preciso
trabalhar com segurança
pra dentro de cada homem
trocar a arma de fome
pela arma da esperança."

(Ferreira Gullar)




Numa tarde de céu azul, li este poema em um livro nas mãos de uma amiga. Numa tarde de céu azul, parei e repensei o que li e escrevi durante a vida. Numa tarde de céu azul, vi uma porta bandeira ir embora portando um pedaço de mim. Nesta mesma tarde de céu azul, com o sol quase se sumindo, fiquei certo de que ler uma poesia, seja ela qual for, é um ponto de interrogação, ou uma tatuagem na alma.



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Me desculpem por não comemorar.

Lágrimas de quem ficou em 4º lugar não tem replay na retrospectiva do ano, quem dirá o 75º. O país inteiro comemorou por ser, em um futuro breve, sede das olimpíadas, e com certeza não se lembra da posição que ocupamos no ranking dos melhores países para se viver. E então vão dizer: Mas não me lembro de alguém que tenha chorado quando soube a posição do Brasil no quadro de países.
Pois então pergunte a uma mãe que perdeu o filho(a) nas mãos de um assassino, filho que estudava, era atleta, tinha boas notas e se dava bem com todo mundo. Tente confortar esta dor dizendo que em 2016 todos estaremos vendo os jogos olímpicos de perto, todos menos o filho dela.
Tente dizer a um jovem que não tem vaga na universidade que ele pode treinar muito para poder participar dos jogos mesmo que não tenha estudos, mas que se ele não ganhar, continuará tendo que ver sua família viver de um salário mínimo por mês, e permanecerá treinando com apenas 2 refeições diárias se tiver muita sorte.
E tente, por favor TENTE, convencer toda a nação de que podemos deixar de ver a pobreza, eliminá-la de cada canto do Brasil, desde que a palavra "NÃO" deixe de interferir no sentido da palavra PODEMOS.
Então, no final do ano, pensem melhor no que deve ser revisto pela televisão, se for para exibir o choro de um atleta brasileiro no pódio, que ele não esconda milhares de choros de quem não tem sobrenome.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ver além do enxergar

E reclama você por morrer de amor, queria eu de amor partir. Sou cego demais pra que possam me ver, se o coração não sente o que os olhos não veem, como posso eu de amor morrer?
E sigo cego, sigo som, sigo cachorro, bengala e cheiro, não sigo amor por que ele foge, não sigo cor por que não as tenho. Saíram de mim logo que nasci, de certo pra colorir olhos azuis por aí, verdes, vermelhos, multicolores e peles de pessoas, mas me disseram que a cor que fugiu do meu ver, divide as raças em podres e boas.
Não vejo forma, nem gente, montanha ou sol, sonho com frio, calor, com dor e com som. E você, que som tem? A verdade tem prazo de validade? O mundo de que dor é? O amor tem sabor? Por falar em amor, você sabe o que é?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tirando leite de torres.

Um minuto de silêncio - alguém sem dúvida morreu hoje.
Mais um - 3 mil morreram no atentado às torres gêmeas há 8 anos atrás.

O ritual se repete.

Parece que o mundo se acostumou com homenagens, com a tristeza de massacres em massa.
É rotina. São matérias de rotina - todo ano paralisa-se em 11 de setembro - 6 de agosto, por causa de Hiroshima.

São fatos tristes e que marcam, indubitávelmente que a estupidez do ser humano não tem limites.

Foram tantos copos de leite derramado que já nem sabemos por qual devemos chorar - ou, muitas vezes, esgotaram-se as lágrimas para tal - nós sabemos que há muitos copos que serão derramados ainda. Por que a estupidez humana, mais uma vez, é ilimitada.

E parece que para sempre serão tiradas folgas e vidas para nos recordamos disso. Somos imbecís.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

#forasarney

Nove horas da manhã estávamos nós na Rua Nelson D'Ávila que estava vazia - "matei aula pra isso?!", mais ou menos. Minutos depois chega um pessoal sindical, alguns outros estudantes e outros de não sei onde com nariz de palhaços, coisas que já viraram praxe em manifestações.

Forma-se alí um grupo de inconformados com situação política do país e que queriam algo mais além de um #forasarney no Trending Topics do Twitter . O marasmo inicial foi rompido. A juventude é mesmo surpriendente - cria-se uma esperança não sei de onde que supera espontaneamente um sentimendo quase que generalizdo de "não vai dar certo mesmo" - fatalmente se algo mudar não será amanhã e talvez aquelas 40 pessoas não serão os responsáveis diretos, qualquer coisa é melhor que a omissão.

O MOCC (Movimento Contra a Corrupção) foi quem organizou tudo. Eram cerca de 40 pessoas nas ruas do centro de uma cidade que sequer teve desfile em comemoração da Independência. Centro vazio por que todos aproveitavam o feriado - esse é o ativismo patriótico do brasileiro.

Algumas assinaturas recolhidas para oficializar o repúdio, alguns carros parados no semáforo, ruas praticamente fechadas, palavras de ordem, em meio a apitos e um palhaço com pernas de pau - Ah, sem esquecr da pitada de partidarismo sindical que sempre da pinta!

Instantâneo? Talvez, eu ainda epsero mais das pessoas. Motivador? Nem tanto porque reconhecemos e nunca nos esquecemos de que estamos no Brasil. É uma semente em solo ácido que talvez germine. Nem nós acreditamos de fato no seu efeito imediato, mas também não foi pelo simples prazer de chutar o balde de vez em quando - foi um investimento em fundos futuros. Formamos a nova geração de profetas embreagados; nós aqui, O Grito dos Excluídos em São Paulo e outros 150 malucos em Brasília. Acreditando seticamente no nosso eterno país do futuro.

domingo, 30 de agosto de 2009

Redução à alternativas

Semana passada fiz um simulado preparatório para o tal do Novo Enem. Isso pouco importa, verdade. Prova de português, havia um teste lá que me mostrava uma poesia de que gosto tanto.Ei-la.

"Cidadezinha qualquer

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus. "

Carlos Drummond de Andrade

Bom, boa parte deve conhecê-la, sim. O moço que fez a prova me perguntava algo sobre interpretação correta, ou errada não me recordo. Mas perguntava. Aconteceu que minha interpretação não encaixava em nenhuma daquelas alternativas do teste. Tá, eu consegui fazer o teste, mas aquilo não deixou de me revoltar de certa forma.

O bacana da arte é ela nos proporcionar um interpretação subjetiva, pessoal. Aí me vem um caboco que tira suas próprias conclusões sobre algo que foi feito para ser discutido e não afirmado e deseja que eu as engula. Expõe a literatura à uma banalização - reduz a arte à alternativas, e o pior de tudo, se elas são corretas ou erradas. Afinal a vidinha besta é minha.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Chora filho.. Chora enquanto é homem.

Podemos ver uma lágrima escorrer quando a dor é muita e o peito não suporta, ou quando a felicidade é tanta que não cabemos em nós mesmos, então nos colocamos pra fora em forma de lágrimas. E isso é uma reação que o ser humano tem por só, natural. Mas o homem desafia a natureza, com suas próprias mãos ele consegue arrancar, e sorrir com a queda de cada uma dessas lágrimas enquanto elas escorrem no rosto do outro. Se ele não sorri, ao menos olha friamente para a cena.
Crescemos com a ideia de que homem não chora, então quando nos deparamos com a incapacidade, com a fraqueza, com a derrota, tudo o que não queremos fazer é chorar, já que o homem deve levantar e lutar até morte.. como um HOMEM.
Eram dois garotos, 8 anos talvez, brigaram por um lugar na fila no colégio, por um incentivo da turma toda que gritava : -"BRIGA! BRIGA!BRIGA!" - eles acabaram se pegando a chutes, socos, arranhões no rosto. Separei a briga, coloquei frente a frente os oponentes, e disse como um bom juiz: - Pessam desculpas um ao outro. Os garotos se desculparam, perguntei se eles haviam perdoado mesmo, de coração, e enquanto um deles olhava com um certo "rancor inocente" para o rosto vermelho do amigo, o outro com o queixo tremulo, a voz engasgada, lágrimas nos olhos, lutando para não chorar disse: "Eu desculpo mesmo, de coração"- E escondeu o choro naquele abraço, deu tempo de engolir e enxugar as lágrimas.
E penso, se quando crescemos deixamos de fazer isso, de agir de forma tão nobre, somos mesmo HOMENS? merecem todos os seres humanos sem distinção de sexo serem chamados de forma geral de "O HOMEM"?
Não é o Homem, que destrói planeta, que mata crianças e mulheres, inocentes, rouba o sustento de milhões; Este é o covarde, o homem deve ter morrido aos 12 anos, quando levou um soco na boca e não chorou nem perdoou, simplesmente revidou com mais força.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ai, ai, ai, amoreco!

[Na condição a qual fui subjulgado, amo como amante até a dor de tê-la aceitado.]

Há algum tempo chamaram-me de "amador" em relação às coisas que escrevo. Aviso: não me desagrada a palavra usada em si, eu gosto dela; mas sim o sentido no qual ela foi usada: tipo, não-profissional.

Explico. Tudo bem, profissional não sou mesmo. ainda não ganho com o que gosto de fazer, de fato. A questão é: como pode uma palavra tão bonita, derivada de amor, tomar uma conotação tão depreciativa? Como se o fato de não ganhar dinheiro escrevendo fizesse de mim e esse tranqueira que escreve comigo piores ou menores do que os senhores remunerados.

Não me acho excelente no escrever - escrevo o que me agrada e porque me agrada - mas o faço e invisto porque é o que eu acredito amar agora. Enquanto não sou excelente nem remunerado, ou profissional, (tanto faz!) eu ainda me esforço para ser, como dito, amadoramente surpreendente. Não discordo da sua afirmação, amoreco; de fato o sou, mas nos devidos sentidos e palavras adequadas. Sou amador.

domingo, 16 de agosto de 2009

Não pensei um dia citar Elis como hoje

Consideramos o tempo como algo que passa, associamos ao vento, algo que a pele sente mas não interfere no caminhar. Mas o que passa, na verdade, somos nós,o tempo fica, cada momento é eterno, nós é que não somos. E esse tempo que todos os dias nos da licença para que passemos, faz aos poucos percebemos que ele ficou pra trás e a cada piscar de olhos é um novo que entra.
E entre uma cerveja e outra, com um amigo que passou por todos esses com você, encontram um tempo que esqueceram que passou junto a vocês, não que você não gostasse dela, mas se esqueceu que ele cedeu passagem à ela também, por mais que não veja aquele mesmo rostinho de criança, ele ainda dorme alí dentro, mesmo que elae steja tomando cerveja, o que antes voce não via, ela ainda te como o amigo da 2ª série que tinha conversas bestas, gostava das meninas mais velhas, mas eram ótimos amigos.
Pegam-se os três de conversa fiada na porta de um bar qualquer na rua por aí, e é aí que você vê que realmente o tempo não passa, ele simplesmente fica, mas fica de uma forma tão bruta, que você não pode ver, quando se da conta, vocês já conversam de lembranças, de um passado distante, COMO NOSSOS PAIS.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ana Clara

Sempre disse que não escorreria no meu rosto sequer uma lágrima, por mulher nenhuma, não fosse minha mãe e minha irmã. Mas do que sei eu pra afirmar isso? Quem sou eu para medir minha força?
Aos sábados pela manhã tudo era rotina, comum, nada demais, diferente era ela. Quando eu não via aquele sorriso, logo ela vinha me perguntar: -"Hey meninão, pq não foi no inglês hj?"- mas tudo continuava, ali. No outro sábado eu daria um abraço e presenciaria aqueles olhos quase fechados me dando bom dia em meio a um desses sorrisos. Pequena, delicada, decidida, carinhosa, forte, mulher, menina, princesa.
Dizem as pessoas que todos temos uma missão por aqui, não entendo muito disso, mas acredito que a dela era sorrir, fazer rir, iluminar. Não tinha tempo ruim, não havia tempo algum, tudo parava naquele rosto, naqueles olhos, o tempo contra o qual não conseguimos lutar, se estacionava exatamente alí, nela, por alguns instantes.
Pensei em pedir ao senhor, que tirasse de dentro de mim toda a dor que está aqui, mas me aquietei. Se não houver mais dor, fico vazio, sem nada, e o que é um homem que nada tem por dentro? E mesmo que seja dor, por ela eu suporto, eu luto, e aceito que seja assim, já que jamais, tenho certeza, ela iria querer fazer alguém chorar.
Lágrimas abriram vias na rocha que eu pensei ser, a fortaleza se desmoronou com uma delas, e em seguida vieram todas... até secar, e disso fez-se de mim areia, algo que poderia ser levado pelo vento naquele dia, e queria que levasse.
O dia estava tão lindo, o céu azul, o sol brilhando forte, nenhuma nuvem encobria, mas eu tinha raiva de todo sorriso, de tudo o que fosse feliz, eu não aceitava que alguém, nem mesmo o céu, estivesse feliz.. porém, só hoje eu sei a razão do céu não ter ficado triste...
Tenho certeza que ela colocou um sorriso imenso no rosto de Deus.

Vá em paz minha AMIGA.

domingo, 9 de agosto de 2009

Vossa excelência nos respetie.

Assistir aos telejornais, ou ler notícias na internet passou a me irritar mesmo eu gostando muito de fazer isso. Vossas excelências, que de excelentes mesmo nada têm. Tem apenas me irritado e me envergonhado da política que me governa.

O Senado brasileiro, muito provavelmente é o menos senil do mundo.

Por isso comparo a instituição como uma sala de 5ª série:

- Dois molequinhos acham um real. Um olha para cara do outro - É MEU - aí o outro - NÃO É MEU O DINHEIRO! - enquanto na verdade o dinheiro é do rapazinho nerd que não fala nada com medo de levar uma surra.

- Sempre tem um representante de sala que protege seus primos, ou filhos de amigos de sua mãe de quem futuramente será padrinho, ou painho.

- Enquanto tudo isso acontece, um assiste cascando o bico e outro dorme lá no fundo da sala.

- Aí um outro resolve ensinar uma musiquinha nova a todos, mesmo sabendo que ninguém vai dar a mínima, mas completa o quadro pitoresco.

- As advertências nunca vão para os pais, os moleques sempre dão um jeito de falsificar a assinatura, no final, tudo vai para o arquivo da escola mesmo.

- O professor não se mete por que tem nada a ver com isso, afinal, não foi ele quem escolheu os alunos.

- No intervalo o lanche preferido é a pizza. (Essas tava manjada)

[É melhor assimilar essa zona à infância do que à Máfia Italiana. É menos sugestivo, não é Godpainho!?]

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quero vacina para o sinal da antena.


Já ouvi dizer que a vida passa num upa,mas isso num passado distante, hoje vejo a vida passar num espirro. Um "atchim", e você já não está mais aqui, uma nova chamada do jornal te assassina junto a outros tantos, você se foi com mais dezoito. A ciência encontra vacina pra quase tudo, e enquanto não encontra raul vira profeta, o dia em que a terra parou será amanhã, ou depois.
Já já acham cura pra gripe, pra doenças que ainda não sabemos controlar, mas não hão de encontrar cura pra rosas que morrem sem serem vistas, para seres humanos que se vão sem conhecer o afeto de outro. O dia se passa sem que vejamos o sol nascer, muito menos se por, a noite cai e o frio não é digno das peles que repousam nos apartamentos, o olhar de quem não tem lar pode ferir o pensar de quem não é de pensar muito.
E no pânico de cada sofá sem gripe de animal algum, sofremos de doença pior.

domingo, 2 de agosto de 2009

Sem diploma, hoje sou diplomata

Jornalista não precisa mais de diploma. Diploma pra maluco, eu ainda não tirei, mas estou para tirar.
Já desisti da faculdade de alpinista, de jogador de futebol, de rockstar - são sonhos inadimplentes, mas bons inquilinos mesmo assim.

“São efusões geminianas” – Dizem os gurus que me explicam a mim mesmo. Acho que é só um menino em devaneios sonolentos.
Aí, como se não houvesse terceira margem, o menino cochila na canoa acostumando-se ao rumo das águas – e por alí busca seu diploma de pescador.

E hoje, assim, ainda sem diploma de nada, virei diplomata de mim.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Hey moça, deixou o lenço cair...

Aquele lenço no pescoço, aquele jeito de cruzar as pernas, o morder nos lábios ao olhar de canto... e nada disso era verdade, não fosse a fantasia. Eu fantasiava algo menos agressivo, ela via logo a própria carne em minha boca. Esse papo de gripe pouco importava, estávamos todos amontoados frente a uma banda argentina, mas em meio ao que deveria ser o caos, havia tempo para que eu visse aquele lenço, e tempo para que ela me percebesse ali, olhando. Não costumo disfarçar meus olhares, mas também não saio expondo minhas fantasias. Eu não exponho, mas ela também sabe fantasiar, e não teve dúvidas, logo que percebeu meu gosto pelos tais lenços tratou de fantasiar, e fez questão de me dizer que eu era um maíaco.
O problema é que algo me colocou na cabeça que aquilo existia, que aquela fantasia dela era mesmo minha, e eu era exatamente aquele bicho, aquele monstro. John lennon passava a me sufocar, agora o meu gosto era por PSYCHOBILLY, ouvia Batmobile para saciar minha sede, e pensava naquele lenço, na verdade, pensava no pescoço. Num lapso de sanidade conversei comigo mesmo:
- Hey, o que é isso Johnny? Você está mesmo louco? essa obsessão não é sua, não faz parte de você, você é um cara boa praça!
E minha resposta veio seca:
- Somos todos boa praça até que algo nos corrompe, se não o dinheiro, nos corrompe o fato de sermos humanos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

3 atos e partida.

Os palhaços descalços pisam sobre as zebras, pisam sobre os ombros dos parceiros de palco e quase podem tocar a luz vermelha fazendo-os meramente notáveis. Malabares de tênis ou frutas, cambalhotas de imporviso e uma platéia estática, doida para partir; para dar partida. Pequenas tochas pirofágicas que tanto lhes sapecaram as mãos, hoje com destreza apurada voam e voam e retomam sem apagar. A luz agora é amarela e muda o ato - com chapéu na mão, os trambolhos embaixo do braço, com jeito de embaraço e piedade de palhaço que é nos olhos pede um trocado – luz verde – acaba o espetáculo. A partir, a partida. Ali paga-se arte com desaforo, dia-noite dia-a-dia até noite no picadeiro embaixo do semáforo. Retesa o coração, palhaço, aí vem vindo outros carros.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Por tudo isso te chamo assim...

Posso ainda ser vento, mas um dia serei pedra e sentirei o estrago que o tempo faz, será mero detalhe o relevo em mim macado, serão histórias, e o que se foi era mesmo parte de mim, quando você se for, mais um relevo será feito, e eu serei por este momento, definitivamente rocha, e as lembranças do que vivemos, areia. Areia branca, simples, pura. Conforme-se, um dia com certeza iremos nos separar, não que estejamos juntos o tempo todo, mas talvez não venhamos a nos ver quando der vontade,a vida implica em idas e vindas nem sempre felizes, mas em cada uma vive um forte motivo. Mesmo assim nos lembraremos adiante, mas o telefone estara mudo, as vozes surdas, e por um momentos estaremos cegos, os lhos só saberão entre lembranças permanecerem fechados para que ouçamos a luz, abracemos o vento, a porta bandeiras, a flor. E tudo se desfaz em segundos.
Por iss hoje eu tenho vontade de dizer que não te chamo assim por rir contigo, te chamo assim por ter em você meu sorriso, não te chamo assim por simplesmente falar, te chamo assim por algo mais que sentir, não te chamo assim por ter vivido contigo a vida toda, não convivemos nem mesmo um dia todo juntos, te chamo assim pela certeza de que irei de te carregar por toda a vida Amiga.
(isso vale no mesmo peso a todos os meus verdadeiros amigos, escrevi amiga por esta ser minha forma de dizer que hoje é aniversário da ma.. e o presente é meu! PARABÉNS MAZINHA "FLOR").

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pai nosso que estás sem céu



E dorme em algum CANTO
Essa CANÇÃO de mundos surdos,
Mudos, todos quase em pranto
Com ronco de socorro
Silêncio ecoado em alvoradas
O pouquinho em que eu MORRO
Mora em marquises e calçadas
O sonho que suporto
Me alimenta se não como
Como vivo, como morto,
Como o que forre o estômago
Na oração em que sou e faço
Frente ao espelho rezo minha imagem
Sou santo,sacro pecado
O meu Deus come Lavagem.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Incostância

Temos aqui, um caso de inconstância. Este blog. Escreve-se com uma frequência estranhíssima e torta. Aqui, então, justifico:

Temos preocupação com o escrever coisas que realmente achamos boas...creio que se escrevessemos, por exemplo, todos os dias, a qualidade não seria a mesma e os assuntos acabariam tornando algo chato. Ah, é só assitir o Jornal Hoje para ter como base de falta de assunto. Eu já devo ter visto umas 3 vezes a matéria com o título: "Aprenda a fazer seu curriculum", ou então, o clááásscio do final do ano falando sobre enfeites de shopping e empregos provisórios...Fora as outras que de tããão relevantes nem merecem ênfase. Mas isss não lhes é um mal particular, muuuitos programas de TV diários também sofrem do mesmo problema, alguns, como eles, de maneira excessiva. Não quero nem falar o "Show que o Vídeo é", manja?

Então, para não acabar como um alguns programas semanais falando sobre biologia marinha, o bioma do pantanal, e vida saudável na terceira idade direto, mantemos sem querer essa frequência maluca; peço-lhes, leitores, desculpas.Tentaremos na medida do possível, buscar uma estabilidade - afinal, escrever de ressaca é difícil pra cacete.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Inocentes considerações sobre o tempo.

[Ahhh, finalmente escrevendo de novo! Muuuito bão. Blá blá blá...é poeminha mesmo, fiquei com preguiça de desmontar em prosa! Ei-lo.]

olha com atenção as ruas pelas quais passas
por que nenhum homem entra duas vezes no mesmo beco.

olha as mulheres com quem danças
por que não tocarás novamente as mesmas tranças
nem as mesmas ancas.

sente os gomos das bocas que beijas, por que o tempo lhes fará bagaço
bebe, judia de teu figado e baço, já que também serão vítimas do teu cansaço.

mira no espelho, nota que a barba cresce,
que também te submete, ao tempo.
um truco, disputado tento a tento, contra quem naõ vencerás.

debruça sobre discos de samba daquele eterno
inverno de outro tempo, que não é teu.

lança aos ventos os gritos de homero
e acompanha com os pés um bolero
vestido justo nos ternos de seu bisavô, que morreu.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Eu ouço JACKSONS FIVE

As pessoas pelas ruas, as emissoras de televisão, todos comentam sobre a morte de um astro pop, todos se comovem, se entristecem com um homem que ainda tinha muito a nos mostrar aos seus 50 anos. Idade que ele não aparentava ter, afinal morava em NEVERLAND, lá ninguém cresce, e o que pensaram ser uma criança, já era um rapaz de 35 anos, não foi pedofilia, só que ele era de NEVERLAND e ninguém sabia.
Mas é realmente tão chocante a morte de Michael Jackson?
As acusações de nepotismo que ocorrem contra o presidente da camara José Sarnei não interessam, isso não nos diz respeito, ele nunca fez parte da minha vida! O michael não, ele tocava todos os dias no meu rádio, ele sim vai me fazer falta.
Tocam nos rádios todos os dias, marchas fúnebres que anunciam a morte de mais um brasileiro, que você não sabia quem era e no rádio não deram nome, o IML talvez nem tenha o registro, mas ele morreu de desgosto, se não por desgosto, morreu por falta de dignidade, de condições humanas. Mas é só mudar a estação meus amigos, mudar e voltar a ouvir do Michael para relembrar os bons tempos, afinal, aqui no brasil, assim como em Neverland, parecemos não crescer.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Eu precisava ler um livro que não tivesse nada escrito, cheio de poemas que me contassem como seria o futuro, me remetessem um lindo passado e falasse que o presente só é ruim quando não o vivemos. Queria um carro que guiasse sozinho minha vida, algo que me permitisse rir do vento, da flor, do tempo. Mas o tempo passa sem que um sorriso se complete e embriaga um arrependimento, de não ter tido tempo pra fazer tudo.
E no começo de cada copo de cerveja vejo pessoas em bares e casas noturnas, no final de cada garrafa vejo uma aglomerado de ossos, músculos, tendões, rins, figado, intestino, tudo perecendo, ja jogado às moscas. Bípedes enfeitados por maquiagens, roupas, bonés, adereços, que aos poucos vão ficando gastos, se deformam vestindo a carne podre. Um senhor alerta: "A solidão dói, morar sozinho dói, mas o que mais dói é ainda ter dentro e mim algum sentimento, mesmo após bebado de tanta cachaça". E continuam os seres em grupos cada vez mais individuais, um grupo de 5, menos ou mais, onde um é mais solitário que outro. Mas tudo bem, pra quem já é carniça, isso é mero detalhe numa noite de tão bela podridão.
E o conformismo nos da a cada dia mais vontade de ler um livro, um bom livro e apodrecer em paz.

(De que adianta ter na ponta da língua tantas frases bonitas se em tua vida não às pode criar? )

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Hoje sempre será seu dia

Um dia talvez eu pare pra pensar na vida, pensar de verdade, e tenho certeza que uma mesa de bar me virá à cabeça, aquela conversa seguida das risadas, e aquela risada; Me lembrarei exatamente dela, mas ela não estará lá para que eu possa rir com ela, ou dela, e isso alegremente vai doer um pouco. Minha lembrança talvez aperte meu peito contra uma parede de saudades, por que aquela cerveja não enche mais meu copo, aquele bar talvez tenha outro nome, as pessoas não serão as mesmas nas mesas ao lado, eu já não serei o mesmo dentro de mim, tudo mudará esmagando o passado. Mas se isso não acontecer, o novo não vem, e se o novo não vier.. como saber que você hoje (15/6) fica um ano mais velho?
Quero que saiba que quando eu não conseguir dizer isso pessoalmente, ou pelo telefone, ou pela internet, tomarei uma garrafa de cerveja por você velho amigo, e com certeza no fundo daquele copo sujo, mal lavado, dentro de qualquer boteco que não seja limpinho, ecoará dentro de cada gole uma gargalhada sua ao som de AC/DC.

1 ano a menos de vida! (como você mesmo já me disse otrora) Obrigado!

sábado, 13 de junho de 2009

Love was in the air.

Ontem, dia 12 de junho, dia em que a BOVESPA seguiu em alta de 0,28%...Ah, Dia dos Namorados também. Hoje, dia 13. Eu não estou de ressaca por causa da minha solitária noite durmindo só no Dia dos Amantes. Não me arrpendo de não ter saído em passeatas para desencalhar...protestando contra o meu fracasso, ou insucesso, como outrora escrito aqui.

O curioso é a pergunta naaada despretenciosa: "Como foi seu Dia dos Namorados?" - Resposta- "Porra, normal, ocê sabe que eu não tenho namorada! Sem dúvida menos divertido que o seu!"

Não precisei comprar presenes ou alianças, também não ganhei, fato. Ó céus, que tristeza. É, até pensei em criar o movimento "Cansei de não ter aliança". Pô, vira bispo. O anel dos caras é maior bunitão, e a galera ainda fica pagando pau, dá até beijinho. É como ter filho só para comemorar o Dia das Mães.

E hoje, como estão os pombinhos??? Estado Pós-fornication. Delícia! Com suas alianças nos dedos, e suas amofadas de "Eu te amo" nos armários... e viverão felizes para sempre. Feliiiiizes!!! Aguardando o Dia 12 de Junho do ano que vem, e o próximo pretendente. Eu aguardo o dia 36 pra me divertir um cadinho...ou o dia 8 e agosto, o Dia dos Solteiros.

[AOS CASAIS VERDADEIRAMENTE AMANTES QUE CONHEÇO. Não generalizem, por favor, meus comentários, sei que tais verdadeiros sentimentos não precisam ser provados com presentes, espero sinceramente que a carapuça não lhes sirvam].

PS: Só pra constar. Hoje é dia 13 de junho e Ahmadinejad assume a presidência do Irã sob suspeita de fraude. O bicho pega no Oriente médio! Como foi o Dia 13 de vocês?!

domingo, 7 de junho de 2009

Noite finda.

Existe vida após o fim, se é que ele, de fato, se faz.

Um boteco inédito. Cerveja já sem gosto, gargalhadas indiscretas. Aquele alí já morreu. Um sobrevivente procura um cigrarro para filar - ele achou. O karaokê pergunta desafinadamente: "Have you ever seen the rain?" - sem reposta - quem vê aquilo, já viu, possivelmente, algumas tempestades. É a paz tomando conta dos espíritos perdidos na noite por hora florescene. A noite oscila, entre o Olimpo e as Olimpiadas, onde ela se encontra agora, sinceramente, não importa; ela se perde. Aquele outro parece que morreu também. Há uma possibilidade além do semáforo, mas a preferência sempre será dos carros. Os outros vivos, sobreviveram para viver um cadinho mais...agora sonham com a ressaca por vir, saboreando o amargo de ja vú; ei-lo, quem sustenta a noite finda, pelo menos por mais um dia...

se ela finda se fez.

terça-feira, 2 de junho de 2009

A harmonia da flor

E nasce a porta estandarte
Como se não bastasse ela dança
Como se não chorasse , ela samba
Como se o samba não bastasse,
Ela encanta
Como se o encanto não passasse
E a dor nunca doesse,
Ela finge que não dói
O amor que pelo samba perdeste...
E samba.
(Heitor Turci)

(Bom.. esse estava no orkut, sozinho em um album só dele, como um desenho, mas como hj não rolou nenhum post, coloco só pra não dixar os tão frquentes leitores sem nada!)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Um beudo, uma lenda.

Eis a história do Seu Levi, mas antes...

Preciso tomar um banho de arruda, fazer uma macumbinha do bem, sei lá. Qualquer coisa que me livre desses espíritos que rondam os botecos que me acompanham. Toda vez tem que me aparecer um encosto.

Depois da muié que me veio com a incrível pergunta: "Você acha que esses óculos, que os guris estão usando hoje em dia, são provenientes dos pacotes de bolacha azul ou rosa?" (???). Não contente com um "depende da cor dos óculos", a praga me alugou durante alguns minutos, além de discutir com um parceiro que estava ao meu lado no ritual da cerveja de sexta a noite. Ah, sem me esquecer da rainha das bonecas de voodoo que veio sentar ao meu lado para jogar o elegante flerte: "Bunitinho esses rapazinhos diferente que aparece por aqui, né? Com essas camisa feita de cortina." Uh Gamei! Até hoje tenho pesadelos com aquela porra.

Aí sábado passado, como se não bastasse, me aparece o Seu Levi.
- PRECISO MIJAAA...AH, EU PRECISO MIJA! - O velinho manguaça, em seguida, vai até o banheiro do bar, e volta com a calça presa apenas pelo sinto, sem esquecer, claro, da dose de sei lá o que acabara de comprar.
- IHHH RAPAZ, MIJEI NA CALÇA TUDO! - Tudo bem não? Se ele não resolvesse sentar ao meu lado. Mijo+Cachaça é uma fragrância agradável, acreditem .Enfim, eis que o grande Seu Levi virou nosso brother. Um manguaça digno de youtube (dança créu e faz caretas alá Marquito com excelência). Arranjamos um cigarro à ele, daí ele sumiu; todo manguaça tem teletransporte!

Hiero and friends, as boas almas da vez. Após muito sacrifício conseguiram ligar para um albergue que resgatou Seu Levi do ambiente inóspito das ruas. Fica aí a minha homenagem aos heróis daquela fria noite. Eles são a esperança dos cachaceiros alheios da cidade!!!

Essa é a história do Seu, o Meu, o Nosso LEVI!

Por falar em encostos... ando tão bem com os mesmos que no momento em que fui encostar numa muretinha ali no bar, ela estava capenga! E na falta de teste de um beudo, dois testaram. E realmente estava. Não confio mais nem no encosto do sofá de casa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Por que há menos pipas no céu?

A mão é cortada pelo cerol que envolve a linha da pipa, cortes que nunca saram, já que o cerol corta a mão dia após dia trazendo no rosto a expressão de dor e logo em seguida o sorriso, que vem acompanhado de gritos, palavões, euforia, por ter cortado armação de bambu coberta por seda colorida de criança alheia. Mas uma hora o vento acaba, a linha enrola o sonho de volta para a terra firme, de onde a mãe quisera que nunca o tivesse saído. O voltar pra casa sobre palafitas é vazio, assim como a casa onde mora com mais tantos irmãos, pai e mãe, ela é vazia.Para aliviar o chegar as mão seguram um copo em uma festinha dada às crianças por um bem feitor, é segurado com o brilho no olhar de quem ve guaraná e bolo à vontade, luxo.
O tempo que passa traz a metamorfose, traz o desespero sem espera, deixa a lata pelo vidro, deixa a linha pela saia, o guaraná da volta pra casa pela garrafa de álcool na saída dela, e os cortes na mão trocados por esmaltes vermelhos descascados nas unhas. O corpo é tocado por homens, é morto, é educado para não ter pudor, e transformado para ter curvas vulgares. Fabricado, e embalado.
A noite de São Paulo tem o frio ignorado, é necessário mostrar o corpo, é necessário vender o corpo, trocar de corpo, de nome, de sonho, trocar a pipa. O vento não traz no pensar a vontade de desenrolar a linha na lata, agora implica em colocar um casaco e uma bota de salto alto.O as mãos ainda com marca de cortes da infância chegam em casa cansadas do trabalho, da noite ofertando o corpo em esquinas, iludidas por álcool e outras drogas que não os permitam pensar que: "-tantas pipas o céu suporta erguidas todos os dias, porque a minha ele deixou cair?".

(Um traficante morto hoje (26/5/2009) era responsável por colocar travestis na máfia da prostituição em SÃO PAULO. Travestis estes que vieram do nordeste. Desde garotos tomavam sem saber hormônios femininos dados por outros integrantes da quadrilha, para que algum tempo depois viessem a lhes servir de prostituTAS. Começavam a receber as doses já bem jovens, em refrigerantes, depois em bebidas alcoólicas, e com o passar do tempo eram molestados no norte e nordeste do país, e depois de se convencerem da homossexualidade, enviados para a prostituição paulistana. JOSÉ LUIZ DATENA assim chamou os cafetões e a quadrilha de FÁBRICA DE TRAVESTIS... concordo mas mudaria o nome para LADRÕES DE PIPA).

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Não quero cotas para a dignidade.

Criar cota para negros em empresas, comerciais de televisão e em vários outros lugares, isso faz do Brasil, e da excelente pessoa que apresentou esse projeto, justos. Colocam o AFRODESCENDENTE na digna posição de igualdade. Agora sim o negro é igual aos outros, agora que ele entra em uma empresa sem passar pelo processo comum de seleção, com um tratamento DIFERENCIADO. E espero mesmo que aprovem este projeto de cotas, é JUSTIÇA.
Isso! Somos justos, por isso virá logo em seguida um projeto de cota para todas as nossas crianças não alfabetizadas, e nem negros, nem brancos, nem pardos, mulatos, caboclos, mamelucos, descansarão enquanto uma só letra restar fora dos entrelaces da língua com o dente de leite. Faremos o mesmo com vítimas de desastres naturais, naturais como a fome, como morar à beira do esgoto, como não conseguir morar dentro do próprio corpo, na naturalidade de passar por cima do viaduto e não olhar pra baixo por medo de altura, mas eles te olham lá de baixo sem medo de receber qualquer ajuda, qualquer cota, uma bolsa em qualquer instituição que devolva a dignidade, a condição humana de vida.
E assim a ordem e o progresso saem da quadrilha que rouba, em maletas e cuecas, esperanças feitas de dentes de leite e olhares sem brilho.


(As leis de COTAS citadas acima, já aprovadas pelo presidente, entram em vigor no DIA 36).

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"Namoro já!" Putz!

Essa é a juventude do século XXI.

Manchete do Jornal Hoje, o terror da hora do almoço:

"Centenas [atenção: CENTEEENAS] de pessoas saíram, hoje, às ruas do centro do Rio de Janeiro numa passeata pacífica com um único objetivo: desencalhar, ou melhor, arranjar uma alma gêmea."



Antes de qualquer comentário, PUTA QUE PARIU!

Agora sim. Primeiramente as pessoas solterias, por mais toscas que sejam, costumam...sei lá, ir à festas, bares e afins para arrumar namorado e não a passeatas.
Eeeee, corrijam-me se eu estiver errado. Mas eu acho, posso estar enganado, que há coisas mais importantes no Brasil para se protestar do que..."NÃO QUERO PASSAR O DIA DOS NAMORADOS SOZINHO!!!". Puta que pariu de novo.

Enquanto a donzela a cima cansou de ser sozinha, eu me cansei de tanta besteira, de gastarem dinheiro público com passagens particulares...e de assistir Jornal Hoje ao almoço; prefiro Chapolin!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eu te dou tezão?

- Pode dizer, qual a sua maior fantasia ? vai.. diz... eu satisfaço..
- Minha maior fantasia?
Você em uma cinta-liga vermelha, acabando com a fome do mundo pra depois brincar do jogo dos sete erros com sua imagem refletida em dois espelhos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sobre quebra-nozes e bailarinas.

[Não, eu não me inspirei no filme da Barbie, belê?!]

Tudo começa com umas três rodadas na corda que, acoplada nas costas, potencializa as engrenagens para quebrar nozes a semana toda.

Aí quebra-quebra-quebra-quebra-quebra-quebra...sem notar o universo que há dentro da casca de noz, como propôs o tal do Stephen.

Mas chegado o fim da semana, não o fim de semana; o quebra-nozes quebra-nada.

Só que nos dias de hoje, é difícil achar bailarinas, propriamente ditas, por aí, não? Então, comé que fica o soldadinho? Serve-lhe um futebol, sevre-lhe uma cerveja...até mesmo um vento que lhe despenteia os cabelos, ou uma viagem ao céu daquela cidade donde a alma descendeu. Às vezes, aparecem bailarinas que nem sabe que de fato dançam e os quebra-nozes, que também não sabem se o são, sem querer, são encordados.

Ah, mas quantas vezes na desesperança, meu amigo! qualquer coisa lhe serviu, e a boca arrancou da alma um sorriso de alívio, talvez. E ele segue semana a dentro na labuta-rotina que já não se sabe por quê. E quebra-quebra-quebra-quebra...e o coração faz "crack-crack".

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Por quatro olhos vi São Paulo virar.

Porque caminhando, da sé até a republica, oito da manha.. já me senti fora do corpo.. todo aquele lixo mágico, aquele frio, aquele nao amanhecer.. todo mundo virou morador de rua, todo mundo teve que mijar no chão.. sabe? a beleza natural de sao paulo, que é o mar de gente.. o mar de lixo.. ver aquele povo todo querendo dormir, dormindo na rua, no chão, na pedra, na arvore. Foi uma virada de mundo, você está em uma cidade onde todo mundo vive dentro de carros, metrôs, casas, apartamentos, escritórios, e quando se da conta de tudo aquilo, nada mais importa, não importo eu, não importa você, não importa sua fome, sua sede, o que importa é a rua, dormem nela, comem nela, comem ELA. A rua é sua, o centro é seu, use! Pra dormir, pra acordar, pra transar, pra gritar, cantar, dançar. Sou eu pegar um mapa da virada no lixo, e aquilo ser naquele momento tão luxo pra mim quanto praquele cara que ta catando as latinhas.O cara que ta com uma toca com as cores do reggae encobrindo seus dreads, foi num show de trash, e no samba logo em seguida.
É ouvir dentre pessoas, vendo por um telão, um microfone se fazer único:
"-tudo começou da vergonha
O filho tinha vergonha do pai, porque o pai era palhaço.. cresceu sem dizer aos amigos onde é que o pai trabalhava..acabou seguindo outro caminho e se formou em direito.. um dia chega a noticia de que o pai eatá a beira do morte, e o filho vai visitá-lo. Entao ele se acocora ao lado da cama, pega a mão do pai e diz:
- PAI, ME ENSINA A SER PALHAÇO?
-ISSO NÃO SE ENSINA, SEU BOSTA!!" ( CODEL DO FOGO ENCANTADO)
Se fosse um show da ivete, entre uma musica e outra ela diria: "QUEM JA BEIJOU MUUUITO AQUI NA VIRAADA?"
Todo mundo que me perguntava como foi só ouvia uma resposta:
-EU NÃO CONSIGO TE EXPLICAR
Vi pessoas passando por baixo, do lado e por cima de mim.
E mesmo dizendo isso, sem ter visto, você vai dizer: - LEGAL. Mas... legal, legal não define nem o menor pedaço de papel que ficou naquele chão das 18 horas do sabado às 18 do domingo!Se eu falar que ver uma metaleira dormindo numa pedra no meio do lago foi lindo, as pessoas vao tacar bosta em mim.. mas foi! Foi lind por que são paulo deu atençãos aos seus filhos, netos, hospedes, deu atenção a todos pela primeira vez no ano.
Tudo ali era puro,o lixo, os pecados, a cidade. São paulo tinha o ar limpo, o frio era estancado pelo calor das pessoas, e a solidão era coisa de quem tinha medo de sí mesmo.

Texto por: Heitor Turci e Marcella dos Santos Ferreira

sábado, 2 de maio de 2009

RODA MUNDO

Reclamamos de que o tempo passa cada vez mais rápido, os anos, os dias, as horas, tudo. Mas o que causa isso? esse efeito que faz todos os anos se acelerarem cada vez mais.
É claro que você não vai acreditar no que eu acredito, eu sei, mas mesmo assim vou contar minha verdade.
Imagine-se em cima de uma bola, se você andar a passos lentos, a bola rola de vagar, conforme mandam seus passos, mas e se você andar rápido? corer sobre ela, o que acontece? A bola gira com tal velocidade que talvez seus passo ja não consiga acompanhar e você caia.
A cada ano que passa as pessoas tem mais pressa, sem motivos, andam como numa compticão de marcha atlética. E todo ano mais e mais carros são lançados no mercado, e as pessoas dentro dele andam mais rápido, com uma pressa de chegar a qualquer lugar, até mesmo no amoço de família aos domingos. Mas isso não acontece só na sua cidade, isso é um surto no mundo todo, todo mundo quer tudo pra ontem. Enfim, andamos todos muito rápido, e estamos em cima de uma bola. Já pensou nisso? Se não pensou, pense. Seus passos giram o mundo que corre em baixo dos seus pés, mas não tente parar de andar, ele está rápido demais, querer parar vai te fazer cair.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

SUrreal

A moda dita as tendências das roupas de cada estação, as cores, os cortes e... e... e isso é passado. A moda de hoje dita muito mais que sua roupa e seu lenço no pescoço. Hoje a moda diz o que você deve ouvir, com quem deve andar, a quais lugares deve ir e com quem deve se relacionar.
E isso me preocupa. Não sou homofóbico, não tenho nada contra, mas ver menina beijando menina aos 12 anos de idade por que elas gostam... É como se Alice no país das maravilhas agora tivesse a trilha sonora feita por KATY PERRY, "i kissed a girl...". E elas fazem o que fazem, simplesmente para mostrar pra outra que são mais descoladas, são UNDERGROUND. O metrô também é underground e dentro dele você não encontra gente do mesmo sexo se pegando a rodo. Meninas de 13,14 anos que ja não tem mais o sonho de casar com um príncipe encantado, agora elas querem é a liberação do casamento gay. As que não são adeptas a relações com pessoas do mesmo sexo, são adeptas ao sexo com qualquer pessoa sem ter relação alguma.
Agora, muita atenção para duas palavras: SEXO e AMOR. Venha cá, sexo não era um ato consumado apenas quando nos AMAVAMOS? agora é consumado com quem chegar primeiro. chego atrasaado se fodeu, vai fica na mão! "E quem disse que eu naum amo o... o... Ô ... COMÉ QUE SE CHAMA MEMO?"

(não tenho qualquer preconceito, nem mesmo nada contra a relação entre pessoas do mesmo sexo)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

"Aquém-túmulo"



[Baseei este besteira aqui na palavra inventa pelo grande Guimarães Rosa (ele alí, ó!), palavra ,que, inclusive, deu o título ao post.]

Um olá com um sorriso sem graça: meu café da manhã predileto. Bom não é, mas se acostuma quando se é discreto. Bom dia tão corriqueiro qual é o concreto.
Sabe como é, nesta vida de aquém-túmulo, é normal querer, dos superlativos, o cúmulo. Mas, no desejar, o acúmulo, o acúmulo, o túmulo. É o avesso de seu avesso.
Mudo de casa mas não mudo o endereço. Sumo, mas não desapareço, eu estou sempre aqui. No encalço daquilo que eu não mereço. Bebendo em bares e em labios, ouvindo histórias de parvos e provérbios de sábios. Eu não mudo de endereço.

PS: Originalmente escrito em versos, mas não ostei daquele útimo post em verso que coloquei como experiência. Fica com cara de blog de poeminha. Bah! Deixa pra lá.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ficar em casa não rola, fui pra rua cheirar cola, assim segui pedindo esmola, larguei a bola, larguei escola, a sociedade me isola, a vida bate com a sola, mais que a pele o ego se esfola, roubo playboy com "doze mola", tiazinha com sacola, "mulhézinha" com brinco de ouro de argola, gringo cheio de "DÓLA", ja roubei até viola, ando com faca e pistola, por que se não puder senta o dedo "nóis" degola, se pa manda pa vala a vida enrola, atende prece de carola, nóis memo desenrola.

Era madrugada de sábado, eu entrava pela balsa e via alí, deitado, dormindo no banco, como se aquele barco grande balançando fosse um berço, que a mão chacoalha até que ele durma. O garoto de não mais que 10 anos dormia contorcido para amenizar o frio, ou a falta de carinho. E ao ver a cena, ou ler minha discrição, todos pensam: SISTEMA FILHO DA PUTA, ESSES RATOS QUE GOVERNAM O PAÍS MERECEM MORRER QUEIMADOS. Exato, estamos cobertos de razão, são mesmo uns porcos os que não fazem nada para mudar isso não é?

À todos os suínos que leram este post.
GRATO, o Suíno que aqui vos escreve.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Retrato de um feriado.

Escrevi isso aí durante alguns dias do feriado, que de certa forma o retratou. Não sei se fica muito bom postar a coisas em versos, mas sei lá...fica como experiência.

É sexta-feira da paixão,
cidade deserta sai de casa, esqueci a porta aberta
e segui o que, carinhosamente, chamo de procissão

por seu vagar desvairido desrumado
já fora até perseguida pela Inquisição,
mas tão lenta, que os padres se esgotaram.

segue na contra-mão
segue pelos bares
pelas mulheres casadas com Salomão
passa por igrejas também, e igrejas em praças que nunca vi
atravessa ruas contra as quais eu nunca investi.

assim se faz o feriado
seguindo aquela romaria para aquele lado
tomando chuva à doses homeopáticas
e procurando entre pessoas, ruas simpáticas.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Passo por praças e avenidas, não pela vida.

Tudo o que vivi me marcou o rosto, cada riso que dei fez uma marca de expressão, mas cada dor que senti me trouxe uma ruga. As linhas demarcadas pela péle formam um mapa que pode ser lido, dividido em tristezas e felicidades, ambas não posso contar, mas estas marcas provam que vivi cada uma. Porém a felicidade marca uma data, as dores marcam a alma. A alma se expressa no rosto e se transparece nos olhos. Meus olhos não se entristeceram por toda a vida, mas não foram felizes por toda esta, os momentos bons foram intensos, muito mais que os ruins, mas duraram horas, ou dias, os ruins me afetaram por decadas. Por decadas mas nunca eternos.
Não deixei que as dores tomassem conta do meu ser, mas toda a minha força não permitiu que elas não me invadissem. Fui forte a ponto de parar o aço, e toda a vida o que me penetrou o corpo foram as brisas frias que traziam o cheiro de damas da noite.
Não pude parar o tempo, mas cada momento eternizou-se em minha péle , e em cada ruga o tempo se faz parar. Se minha memória não falhasse poderia contar a história de cada uma delas, mas já não me lembro quando cada uma surgiu, então não sei qual era a dor que naquele tempo tanto me doía.
Quando me olhei no espelho, a vida já tinha passado por mim várias vezes, mas eu nunca passei por ela, eu a vivi. E todas as vezes que ela passou por mim fiz eu questão de mostrá-la quem eu sou, e porque cada ruga estava surgindo em meu rosto. Surgiam uma por vez, a cada vez que o mundo me golpeava, e eu gritava em silêncio, olhava o sol nascer anunciando um novo dia, e me enrugava um pouco mais todas as vezes que me ergui dolorido para ve-lo.
Perdoo o assassino de meu pai, perdoo os amores que de mim fugiram, perdoo a vida, perdoo o mundo, o sol, o tempo. Mas guardo em cada sono, e vejo em cada espelho, e conto, e moro, existo, somente em cada uma de minhas rugas, e por isso não as escondo. Porque ainda posso dentre todas elas lhes mostrar que sei sorrir.

sábado, 4 de abril de 2009

Diálogo.

-Bizarro, bizarrzo, bizarro!

Só quem é vestiblando sabe a merda que é. Você passa todo o ano estudando coisas, muitas vezes, inuteis, para fazer UMA questão numa coisinha filha da puta chamada VESTIBULAR.

Você simplesmente não consgue ultrapassar uma pessoa na caminhada sem igualar a função horária dos espaços (S=S0 + Vot + a/2t²) das pessoas por quem passa.
Não se consegue tomar uma cerveja sem pensar na fermentação do Sacchaomyces cerevisiae e nem escrever o nome dessa bactéria do Reino Monera equecendo das leis taxonômicas; impostas por Lineu no séc XVII!
Sabe o que é olhar sua imagem no espelho para fazer a barba e pensar na simetrias das imagens???Além de saber que a distância entre as duas....

- CALA BOOOOCA NERRRD!!! VAI LEVAR UMA SUUUURRA!

- Tá bom.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Anote na agenda.

Anotei o número do telefone de uma amiga em um papel quando a encontrei em um bar, ficamos de fazer algo qualquer dia. Dia seguinte passei o número para o meu celular dando inutilidade ao papel, já que estava escrito e eu não poderia reaproveitar (o outro lado rabisquei tentando fazer a caneta pegar). Papel inútil, telefone anotado, destino do papel? exacto, lixo! Mas não reparei, ao joga-lo em direção ao lixo, que caíra no chão. Contribui com a degradaçã do meio ambiente!
O papel não permaneceu alí por muito tempo, um rapaz que passava pegou, mas antes de joga-lo no lixo abriu, guardou- o em sua carteira e foi embora. Durante o dia todo, nada foi feito do papel, nem lixo, nem ligação, mas esta estava prestes a sair do papel.
O rapaz tornou a verificar o número, acima do número constava o nome da pessoa , que provavelmente, seria residente na casa onde o telefone tocaria se aquela combinação de números fosse acionada de qualquer telefone público por exemplo. No outro dia, respeitando o horário comercial, o rapaz ligou para o número. Assim que o telefone foi atendido o indivíduo que efetuou a ligação pronunciou-se avisando o sequestro: -"Seu rebento ta comigo tia, se a senhora vacila perde a meninona aqui. Não quero polícia, não quero marido da senhora vindo falar grosso, a senhora vai me ouvir e não vai abrir essa maldita boca. Pra não fica de idéinha errada... escuta o que sua menina vai fala.."- a mãe se desespera ao ouvir aos prantos a vóz de sua filha, pedindo pelo amor do criador que a tirasse daquele inferno mediante qualquer condição imposta pelo meliante. O sequestrador retoma a conversa tendo de fundo gritos desesperados de socorro em meio a um choro contido: "Aí madame, a senhoria viu que não tô brincando nessa porra aqui (paralelamente grita varias vezes: -" cala a boca se não te fodo com a vida sua vadia!"- com a garota que estava em suas posses). Então a senhora vai pega o carro, sem desligar essa merda, e vai até o banco que a senhora tem a grana".
As negociações vão ocorrendo sob gritos, ofenças, choros, ódio. Um filme se passa na cabeça da mãe e do meliante, ambos queriam logo o fim. A mãe tenta se acalmar enquanto dirige, mas faz ultrapassagens perigosas, freia no meio das faixas ao ver o semáforo dando sinal vermelho. A cabeça só consegue ouvir ordens, choros e mais nada, os olhos já não veem.
Ao chegar ao banco a ordem é que faça a transação em um caixa eletrônico para que ninguém interfira e "sua filha continue viva". Passa reto pela moça do "Posso ajudar?", que logo percebe o choro e tenta ampará-la, pergunta se está tudo bem, torna a perguntar, mas a senhora não da ouvidos e continua a mecher na máquina com um certo afobamento. O medo toma conta, mas vem uma ponta de alívio quando ve na tela a mensagem de conclusão da transferência. O sequestrador é avisado, diz que a garota será liberada, mas a polícia deve permanecer fora disso, ele tem informações a respeito da residencia, carro, horários, tudo sobre a família.
Ao chegar em casa, a mãe encontra a filha e vai, com o rosto banhado em lágrimas, abraça-la. A filha se assusta e pede explicações para uma atidude tão atípica, e de certa forma preocupante. As explições são dadas e, com elas, a descoberta do perfeito golpe. Toda a poupança da família fora transferida para um aproveitador. Aproveitador, pai solteiro, que estava indivdado, desesperado, e tinha uma filha para criar, filha única. Mas agora estava tudo pago, seu golpe foi perfeito e certeiro.
Um dia antes da brilhante idéia, em um bar qualquer da cidade, ele havia conhecido uma linda mulher, que como ele tinha filhos, que como sua filha, ficavam o dia todo em creches públicas para que seus pais, solteiros, arrumassem o sustento da casa. Ele conversou a noite toda, passou seu telefone em um guarda-napo com a seguinte anotação: "3900-0666, Sr. F pai da l Maria,rs! me liga GATA!". A garota simpatizou-se com ele, anotou o telefone no celular e jogou o papel no lixo, mas não percebeu que o papel não caíra dentro do cesto, cai na calçada da rua 23 de maio, um rapaz que por alí passava...

segunda-feira, 9 de março de 2009

"morando em São Gonçalo você sabe como é..."

Não???

Tudo bem, eu também não. Queria saber, mas não sei. Sei das pontes engarrafadas e dos orelhões escangahados da música do Jorge, Seu Jorge.

"Por que isso agooora rapazinho???", talvez perguntem. É que além dos rolos com mulheres e etc's que quase todos os lugares podem nos proporcionar, também mencionados na música, alguns lugares são especialistas em nos causar, não exatamente engarrafamentos e escangalhamento (???) de orelhões, mas situações corriqueiras e tediantes.

Talvez seja óbvio! Mas nem tanto. Nem sempre ter o que fazer é se sentir entediado, mas sim estar de SACO CHEEIO!!!! Talvez eu esteja de saco cheio...

Do que? Não sei...determinismo talvez...ou até mesmo razões antropológicas, psicológias...sei lá!
Acho que os lugares me cansam com certa facilidade. E das coisas também, pessoas, rotinas e blá blá blá's que todas as cidades contém.
Afinal, elas não são feitas apenas de pretinhas, orelhões escangalhados, cartões zerados e pontes engarrafadas. Que podem ser divertidas, mas cansam e se tornam tediantes.

Penso que as cidades são complexas somas que se resultam em ZERO.

Diário de bordo: de um lugar bem loooonge de São Gonça!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Clássico é clássico e vice-versa, já diria o poeta.

Hoje mesmo, ainda a pouco, conversavamos a respeito de clássicos do futebol paulista, São Paulo e Palmeiras, São paulo e Corinthians, o sempre polêmico Palmeiras e Corinthians, dentre outros. E a conclusão disso tudo foi que, clássico não é clássico se não tem: cartões vermelhos, briga, faltas graves, ESTRELAS do futebol em campo, gols e motivos para que comentemos durante um bom tempo sobre o jogo.
Descobri hoje, um clássco nacional que jamais deram a menor importancia, mas no dia de hoje, para mim, mostrou ser um verdadeiro clássico na atual faze pela qual o corintians passa, CORINTHIANS x ITUMBIARA (GO). Em campo tinhamos a "NATA" do futebol MUNDIAL, Túlio maravílha, Denílson e o tão esperado Ronaldo fenômeno. Otacílio neto foi expulso, "c.ÁVALOS" cometeu uma falta em um jogador corinthiano daquelas que você tem dó até de ver o replay, eu vi pra ter certeza de que tinha quebrado, mas não quebrou. Logo no começo do jogo já houve um pequeno desentendimento entre as partes, e durante o jogo dois gols, sendo um de penalidade máxima. Resumindo, tems aí duas equipes com o mesmo nível em todos os aspectos, à não ser pelas dívidas FENOMENAIS. ABRAAAAAÇO NAÇÃO CARCERÁRIA.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cerveja, barata.

Eles pintaram a parede de verde petróleo, e minha cerveja ficou oitenta centavos mais cara. Uma menina bonita começou a sentar-se la todas as sextas, e lá se vão mais trinta centavos do meu bolso por cada vez que peço pro parcero trazer mais uma. O dollar subiu, a menina agora usa óculos verdes de astes azuis que combinam com a parede, são fenômenos (fenômeno da espécie vaca que sobe em árvore, e não dos que andam em motéis com 3 meninas munidas de testículos sem saber do que se tratavam as delicadas "SENHORITAS", mas convenhamos, isso pode ser considerado um fenômeno gordo que veste a 9), são lucros.
E mudam a fachada,mudam o interior, proibem o violão , o pandeiro e o cavaco (querem silenciar as batucadas do nosso tam-tam?)a identidade muda. Na mesma proporção muda o gosto da cerveja. O que antes tinha gosto de conversa e risada, hoje é remédio pra quem não encontra outro bar. E remédio... a gente só usa por um tempo. Não é um ataque PUNK de repreensão ao sistema e ao capitalismo nojento,TUFF( TUFF = onomatopéia pra um cuspe). É indignação de quem só queria um lugar com ratos, baratas, onde a garçonete poderia ser um travesti e os cachaceiros passassem o dia todo lá, mas a CERVEJA BARATA não estaria em falta.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"...mas, é carnaval!"

Hoje após o almoço, em uma das raras vezes em que paro para assistir um pequeno pedaço do Jornal Hoje. Estava a âncora Sandra Annenberg anunciava as manchetes do dia..."...uma notícia triste neste começo de ano, mas de 350 mil funcionários foram demitidos no mundo, MAS É CARNAVAL, e o Evaristo está...".

...

Mas é carnaval??? Eis a real preocupação de um programa de TV de audiência em relação aos reais problemas do mundo. Eis a cultura de grande parte dos brasileiros para encarar a situação real do país, que não é só festa, nesses quatro dias.

Provavelente os 4.300 funcionários demititdos ontem da EMBRAER não pensaram... "Nossa, fui demitido. MAS É CARNAVAAAL ÊÊÊÊ!!!"

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Vocês precisam acreditar em mim! Eu sou astrólogo!!!!

Boas novas! THE AGE OF AQUARIOOOUS! SIIIM!!! Ela finalmente chegou! E daí?

E daí que incrívelmente as pessoas não perdem a oportunidade de tentar uma advinhação! Essas eras astrológicas acontecem a cada dois mil anos. Certamente nenhum de nós estaremos lá para confirmar que este novo período que estamos por aravessar será de 'Paz, Amor, Tolerância...', conceitos que, definitivamente, não importam para o que escreverei.

Sem dúvida em dois séculos o mundo vai mudar. Mas será que algum guru futurísitico ira se retratar, (tal como fez o pop e finado Papa J.P. II, que, admitiu e se 'retratou' com o mundo em relação às atrocidades católicas durante o período da inquisição) caso o mundo sofra alterações totalmente adversas às colocadas para deste sábado em diante? Talvez a Hebe nos diga!Convenhamos, que diferença se não se consumarem as previsões feitas? NUNHUMA!

Não que eu tenha repugnância ou condene a astrologia, pelo contrário, todo mundo já se pegou lendo um horóscopo e soltando um "Nóóóóó, não é que eu sou extrovertido mesmo?!". É que fazer previsões para um período tão longo quanto esse, em que inúmeras harmonias e discordias podem, e vão, acontecer não é tão arriscado e também não exige muito compromisso.

Fato é, que isso influêcia na mentalidade coletiva (para os que creêm nisso), de maneira positiva...eserançosa. Agora, imagine se..."A era de aquários promete muita crise mundial, muita guerra no oriente médio, muita fome, muita gente morrendo de bobeira...!" Geraria, talvez, um mini caos coletiva mesmo que não vivamos o tempo que dura tal alinhamento...ou sei lá o que dos astros.

Por fim, a todos nós, que vieremos uma minúscula fração da Era de Aquários, uma boa Era de Aquários. E eu espero que até o fim dela, o Dunga saia da seleção brasileira, que Zorra Total e Didi saiam do ar, que os E.U.A sejam gentis com o mundo, que o Brasil faça sua reforma política e...É, quem sabe na Era de Peixes...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

ENAMORADOS,ESQUECIDOS, EMBEBED...WWAHHH!!!

Pois é Senhoras e Senhores, Ladies and "Changemans", voltamos definitivamente...eu espero.

Depois de um pausa um tanto forçada e outro tanto preguiçosa, resolvemos voltar a escrever, e, mais do que isso, compartilhar nossas bobagens, não tão idiotas quanto parecem, com vocês caros meia-dúzia, porém muito queridos, leitores. Sim, nós amamos vocês! (Sem demagogia!)

Bom, depois desta inteeeensa declaração de amor à quem nos lê, devo terminar este post, dedicado exclusivamente à reinauguração do blog e à nossa reconciliação e...que seja eterna enquanto dure...